Estudo Imunoistoquímico no Câncer de Mama

A Imunoistoquímica (IHQ) é uma técnica de coloração tecidual, com o intuito de mostrar exatamente onde uma determinada proteína está localizada no tecido examinado. É também uma forma efetiva de examinar os tecidos, e amplamente utilizada na patologia cirúrgica. A técnica é realizada diretamente no tumor, retirado cirurgicamente ou através de biópsia e é fundamental para em conjunto com outras características, definir o melhor tratamento de uma paciente portadora de câncer de mama. Nos melhores serviços no mundo não se dá inicio ao tratamento do câncer de mama, antes de se conhecer este importante resultado. Em última análise pode-se dizer que pela imunoistoquimica se consegue definir o comportamento biológico do tumor, sua agressividade, seu prognóstico, e muitas das drogas que serão utilizadas no tratamento. As reações imunoistoquímicas podem ser utilizadas nas mais diferentes situações dentro de um laboratório de patologia cirúrgica. As mais importantes são:
  • Pesquisa de fatores prognósticos, terapêuticos e índices proliferativos de algumas neoplasias.
  • Identificação de estruturas, organismos e materiais secretados pelas células.
  • Detecção de células neoplásicas metastáticas
  • Diferenciação entre uma proliferação celular maligna e benigna.
  • Determinação do órgão de origem de uma neoplasia.
Os principais marcadores estudados no Câncer de Mama são:
  • Receptores de estrogênio e progesterona:- marcadores prognósticos, e definem se a paciente se beneficiará ou não de terapêutica anti-hormonal.
  • Erb-B2/Her-neu:- marcador prognóstico e preditivo, e define se a paciente responderá ou não a drogas anti-Her.
  • KI-67:- marcador de proliferação celular, e mede a agressividade tumoral.
  • Proteína P53:- marcador prognóstico.