Tratamento Cirúrgico do Câncer de Mama

MASTECTOMIA


Continua sendo a cirurgia mais realizada nos tumores de mama em todo o mundo, considerados todos os níveis sociais, principalmente pelo fato de que, na maioria dos casos de câncer de mama, a paciente chega ao médico em fases avançadas. Em que pese o fato de que, quando o diagnóstico é feito nos estágios iniciais da doença,o procedimento cirúrgico pode ser mais econômico e estético, ainda dependemos da paciente ser cuidadosa na realização de exames rotineiros, ou mesmo, de ter acesso adequado aos programas de prevenção. É importante ressaltar que, mesmo nas mastectomias, existe a possibilidade da reconstrução imediata da mama durante o ato operatório, que em mãos qualificadas mostra excelente resultado estético.

QUADRANTECTOMIA OU RESSECÇÃO SEGMENTAR


Esta cirurgia promove a retirada de aproximadamente uma quarta parte da mama. Tem um resultado estético muito bom, e índices de cura iguais ao da mastectomia, fato já demonstrado em inúmeros trabalhos na literatura especializada. Está indicada para tumores menores do que 3 cm de diâmetro.

LUMPECTOMIA OU SETORECTOMIA


Promove a retirada de um setor da mama. Normalmente utilizada para tumores iniciais. Não provoca dano estético nenhum na maioria dos casos. Este procedimento vem sendo cada vez mais utilizado, graças ao diagnóstico precoce, o que permite cirurgias cada vez mais conservadoras. Colabora para tanto, o estudo do linfonodo sentinela.

MASTECTOMIA SUBCUTÂNEA


Trata-se da retirada da glândula mamária deixando-se intacta a pele, a aréola e o mamilo. Em termos de fácil entendimento, retira-se o enchimento e deixa-se o invólucro, trocando-se a glândula mamária por uma prótese de silicone. Técnica também considerada como padrão ouro na cirurgia redutora de risco, que é utilizada em pacientes não portadoras de câncer mamário no momento, mas com enormes chances de desenvolvê-lo, risco este diagnosticado em testes genéticos. Utilizada também para tratamento e redução de risco da mama contralateral, nas portadoras de câncer de mama.

TRATAMENTO DA AXILA


A axila tem ao redor de 30 a 40 linfonodos (gânglios linfáticos), que são órgãos de defesa local, funcionando como uma espécie de filtro entre a região da mama e o resto do organismo. Os linfonodos mostram que o tumor está restrito à mama, quando estão livres de comprometimento, ou mostram que células tumorais já atravessaram a barreira local quando estão comprometidos. Este fato demonstra por si só a enorme importância de estudarmos os linfonodos axilares. Tradicionalmente, se realizava o esvaziamento axilar de rotina para todos os casos, gerando complicações tardias tais como o linfedema de membros superiores, principalmente quando a cirurgia era associada à radioterapia. Nos dias atuais, com o advento do estudo do linfonodo sentinela (linfonodos que são os primeiros a serem atingidos por células tumorais), conseguiu-se sensível diminuição no numero de pacientes tratados com esvaziamento axilar radical, e consequentemente, as cirurgias ficaram menores, mais conservadoras, e consequentemente, menos traumáticas. Obviamente, o que expusemos acima, está colocado de modo geral e absolutamente descritivo. Não estamos, e nem pretendemos opinar, sobre preferências individuais sobre qualquer método de tratamento. Os pacientes devem ser individualizados caso a caso, e cada um com o seu próprio protocolo de tratamento. Cada paciente tem sua própria evolução, dependendo da idade, fase do diagnóstico, tipo de tumor, tamanho, localização e comportamento biológico. A melhor alternativa cirúrgica deve ser orientada pelo médico responsável pelo caso, que em ultima análise, é que deve indicar o tratamento adequado.