Câncer de vulva e vagina

Aspectos Gerais do Câncer de Vulva

A Neoplasia Intra Vulvar (as três primeiras letras formam a sigla NIV) tem uma relação causal multifatorial, não tão fortemente associada à infecção pelo HPV como no câncer do colo uterino.

É classificada como NIV I, II e III, nos estágios iniciais, sendo que o NIV III corresponde ao carcinoma in situ, que é localizado e sem poder de invasão dos tecidos vizinhos. O passo seguinte é caracterizado pelo carcinoma invasor, que além da propriedade de se alastrar localmente, tem poder de formar metástases a distancia.

Incidência:– 3 a 5% de todos os tumores ginecológicos e 1% de todos os tumores que afetam as mulheres em geral. A idade média de acometimento é ao redor dos 65 anos.

Fatores de risco:– idade avançada, baixo nível sócio econômico, hipertensão, diabetes, antecedente prévio de outro tumor genital, e paciente imunodeprimidas.

Sintomas:– Prurido crônico, ulceração vulvar, ou presença de nódulos vulvares.

Diagnóstico do Câncer de Vagina

Sintomatologia:– Sangramento vaginal indolor e corrimento em geral refratário ao tratamento são os sintomas mais frequentes. Nos casos mais avançados sintomas vesicais, tenesmo e dor pélvica podem ser observados.

Achados clínicos:– As lesões são primariamente localizadas no 1/3 superior da vagina, mais frequentemente na parede posterior. As lesões podem ser endofíticas ou exofíticas. Ulcerações geralmente são menos observadas e comumente refletem doença mais avançada. Os achados são observados pela colposcopia seguida de Papanicolau.

Exames de laboratório:– avaliação clinica cuidadosa, seguida de exame pélvico e colposcopia. Exames laboratoriais completos, rx de tórax, mamografia, cistoscopia ou proctoscopia dependendo da lesão. CT e RM podem ser consideradas.

Diagnóstico do Câncer de Vulva

Em 5% dos casos são multifocais. É fundamental biopsiar qualquer área suspeita.

Cuidadoso exame físico, incluindo exame pélvico e medindo-se o tamanho da lesão.

Exames de sangue complementares, incluindo função hepática e renal, mamografia, Rx de tórax, cistoscopia ou retoanuscopia dependendo do sitio da lesão, e se indicado, tomografias e/ou ressonância magnética.

Tratamento do Câncer de Vulva

Eminentemente cirúrgico nos estágios iniciais, onde a ablação a laser CO2 tem importante papel, evoluindo para cirurgias mais amplas seguidas ou não de radioterapia. Nos estágios mais avançados a radioterapia exclusiva poderá ser considerada. A quimioterapia tem um papel não muito definido nestes casos, podendo-se utilizar quimioterapia radio sensibilizante como opção, ou nos casos de doença metastática

Tratamento do Câncer de Vulva

Eminentemente cirúrgico nos estágios iniciais, onde a ablação a laser CO2 tem importante papel, evoluindo para cirurgias mais amplas seguidas ou não de radioterapia. Nos estágios mais avançados a radioterapia exclusiva poderá ser considerada. A quimioterapia tem um papel não muito definido nestes casos, podendo-se utilizar quimioterapia radio sensibilizante como opção, ou nos casos de doença metastática