Câncer do colo do útero

Aspectos Gerais do Câncer do Colo do útero

A Neoplasia Intra Cervical (as três primeiras letra formam a sigla NIC) é a segunda neoplasia mais comum entre as mulheres de todo o mundo sendo somente precedido pelo câncer de mama. Atualmente este tipo de tumor é considerado como uma doença sexualmente transmitida e foi o primeiro tumor sólido associado à infecção viral (HPV). É classificado como NIC I, II e III nos estágios iniciais, onde o NIC III corresponde ao carcinoma in situ que não tem poder de invasão dos tecidos vizinhos. O próximo estágio corresponde ao carcinoma invasor que não somente tem a capacidade de acometer os tecidos ao redor, como de formar metástases a distancia em outros órgãos.

Incidência:- mais frequente nos países em desenvolvimento onde ocorrem cerca de 80% dos casos. No Brasil é o terceiro tipo de neoplasia mais comum. A relação do câncer de colo uterino com a infecção pelo HPV (Papiloma vírus humano, particularmente os tipos 16 e 18) é bem estabelecida. Neste sentido, por ser uma infecção sexualmente transmissível, acaba por afetar principalmente mulheres jovens com vida sexual ativa, sendo mais prevalente abaixo dos 25 anos e declinando gradativamente até os 55 anos.

Fatores de Risco

  • O principal fator de risco para o câncer do colo uterino é a Infecção persistente por HPV. Detectou-se a presença do DNA do vírus em 99,7% dos tumores de colo uterino, indicando uma relação de causa-efeito do mesmo.
  • Vários parceiros sexuais aumentam a probabilidade de infecções recorrentes por HPV.
  • Infecções associadas tais como clamídias e herpes, aumentam a possibilidade de evolução para o câncer.
  • Outros fatores tais como uso prolongado de anticoncepcionais orais, tabagismo e obesidade são relacionados ao câncer de colo uterino, mas em menor proporção.
  • Diagnóstico no Câncer de Colo do útero

    O diagnóstico é realizado pela coleta de colpocitologia oncótica (Papanicolau) seguida de Colposcopia que orientará a biópsia de colo uterino. A presença do HPV é em geral observada em exames que detectam o DNA do vírus tais como a Captura Hibrida. A presença de HPV não significa que a paciente está com câncer no colo uterino, mas sim que há uma infecção viral que se não for adequadamente tratada, poderá evoluir para o câncer.

    Tratamento do Câncer de Colo do Útero

    Eminentemente cirúrgico onde o laser CO2 desempenha importante papel nos estágios iniciais, podendo evoluir para retirada parcial ou total do colo uterino até cirurgias ampliadas. Nos estágios mais avançados a radioterapia tem papel fundamental, podendo ser utilizada como tratamento exclusivo. A quimioterapia nestes casos poderá ser considerada onde várias drogas podem ser utilizadas.